Seminário BIM – CAU/SP discute os caminhos do ensino à prática – CAU/SP

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Seminário BIM – CAU/SP discute os caminhos do ensino à prática

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10.12.2019

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Seminário BIM – CAU/SP discute os caminhos do ensino à prática

Especialistas, docentes e profissionais de diversas áreas estiveram reunidos no “1º Seminário BIM – CAU/SP: Do Ensino à Prática”, realizado no dia 27/11, no Novotel Jaraguá, em São Paulo. O evento fez parte da programação da “Semana de Arquitetura e Urbanismo do CAU/SP”.

A Modelagem da Informação da Construção (Building Information Modeling – BIM) traz um novo processo para produzir uma edificação. O tema é essencial para os arquitetos e urbanistas por se tratar de uma forma nova de trabalho e muitos profissionais ainda não estão preparados para executar suas atividades em BIM, o que pode oferecer risco em um mercado competitivo.

O encontro possibilitou ampliar as discussões sobre o tema em três eixos: Ensino e Formação, Mercado Profissional e Institucional. Miriam Addor, coordenadora da Comissão Temporária de BIM do CAU/SP, anunciou na abertura do Seminário a realização de dois editais de fomento para treinamentos sobre BIM no primeiro e segundo semestres de 2020. Os cursos serão gratuitos para todos os profissionais do Estado de São Paulo. “A ideia é aproximar o setor com esse novo processo de treinamento. Os cursos começam no início de fevereiro nas regionais e também na capital”, esclareceu Miriam.

No painel de Ensino e Formação, a Engenheira Regina C. Ruschel, coordenadora da Especialização BIM Master Modelador (Unicamp), ressaltou a importância de integrar as disciplinas com a nova modelagem em todas as esferas dos cursos da área. “No Brasil, já temos muitas pesquisas que ajudam a compreender o BIM. É preciso buscar método de implantação do BIM no ensino de maneira difusa e constante”, defendeu Regina.

A arquiteta e urbanista Eloisa Dezem Kempter trouxe experiências do BIM na graduação no Patrimônio Histórico. Entre os benefícios da nova modelagem, ela aponta a capacidade de concentração da informação em diferentes formatos em um único modelo. “Trabalhando com o patrimônio em BIM, fazemos o processo de engenharia reversa”, apontou Eloisa, que completa: “temos a possibilidade de atualização continua no ciclo de vida total desse edifício”.

Para encerrar o painel, o arquiteto e urbanista Rogerio Henrique Frazão Lima, coordenador do MBA em Plataforma BIM (INBEC/UNIP), apresentou a experiência da instituição no ensino em 23 estados. Segundo ele, hoje são 37 turmas de BIM, sendo 19 ainda em andamento, em 18 estados. “As pessoas compraram softwares e acharam que isso era implantação do BIM. Boa parte de insucesso foi o processo ser equivocado. Hoje, a gente já tem profissional especializado, mas ainda em pouca quantidade”, explicou Lima.

Mercado
O período vespertino do Seminário começou com o debate sobre a “Implantação de BIM em um escritório de Arquitetura”. A arquiteta e urbanista Carla Estrella, representante do escritório Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados Ltda., disse que a implantação do BIM foi uma ferramenta capaz de transforma o trabalho da corporação: “hoje, todos os projetos são feitos na plataforma, desde a viabilidade até o ‘Liberado’ para obra. Temos que criar uma cultura contínua que abrace a inovação”.

Priscila Sotto, arquiteta e urbanista da MPD Engenharia e Incorporação, debateu sobre “O contratante e a capacitação dos escritórios para atendimento BIM”. Ela explicou que a corporação iniciou a implantação da modalidade em 2013 com obras internas. Hoje, o BIM demanda um trabalho colaborativo com todos os projetistas parceiros: “Pela primeira vez, temos investimento por parte da construtora na aquisição de licença para os projetistas. Todo mundo está aprendendo e desenvolvendo junto”.

“Contrato de projeto completo em BIM” foi o tema de encerramento desse painel. A Engenheira Civil Patricia Heredia, da Tegra Incorporadora, esclareceu que a empresa começou a jornada de implantação da modelagem em 2015 desenvolvendo estratégias e dois pilotos. Ela apontou alguns desafios, como poucos projetistas homologados e resistência e dificuldades do projeto ser colaborativo. Entre os benefícios, ressaltou que a implementação do BIM reorganiza muitos processos anteriores. “Temos prefeituras recebendo em BIM. Então, necessariamente a gente vai ter que romper essa barreira”, destacou Patricia.

Institucional
“Apresentação do Comitê Estratégico BIM (CE-BIM) e (GAT BIM) e suas próximas ações” foi o tema da apresentação do arquiteto e urbanista Adelino Fontana Junior. Ele explicou que oito países da América Latina vêm discutindo a implantação do BIM e disse que o estímulo do governo na implantação da modelagem vai trazer muitos benefícios, como a redução dos aditivos nas obras públicas: “O BIM não é só uma estrutura para a construção. Ele é uma coisa mais ampla, que envolve saúde, reciclagem e manutenção”, disse.

Sandra Benfica, arquiteta e urbanista, apresentou a “Estratégia BIM da Secretaria de Obras da Prefeitura Municipal de São Paulo”. Ela detalhou que toda implementação do BIM foi baseada nas práticas de projeto. Isso permitiu que os empreendimentos públicos contassem com um gestor, responsável por definir o escopo do trabalho. Segundo Sandra, o uso do BIM deve ser aprofundado: “até o final do ano que vem teremos uma licitação em BIM na praça”.

“Norma Brasileira BIM: ABNT NBR 15965 – Sistema de Classificação da Informação da Construção” foi o tema de encerramento do painel sob responsabilidade do arquiteto e urbanista João Gaspar. Segundo ele, a instituição conta com o trabalho de 150 voluntários e 400 inscritos. Nos GTs são discutidos os projetos de classificação e padronização. “Estamos criando estrutura para atualização dos termos das normas de acordo com as demandas do mercado”, apontou o especialista.

Publicado em 10/12/2019
Da Redação

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10.12.2019

Escrito por:

Redação CAU/SP

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