Seminário ressalta papel do ensino na conscientização sobre a ética profissional – CAU/SP

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Seminário ressalta papel do ensino na conscientização sobre a ética profissional

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08.06.2017

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Redação CAU/SP

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Seminário ressalta papel do ensino na conscientização sobre a ética profissional

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O CAU/SP e as instituições de ensino têm um papel fundamental para disseminar as melhores práticas éticas no exercício da Arquitetura e Urbanismo. Os participantes do VII Seminário de Integração CAU/SP – Ética e Formação na Arquitetura e Urbanismo abordaram esse e outros temas durante o segundo dia do evento, realizado na capital paulista em 02/06.

Com uma mesa dedicada ao tema da “reserva técnica”, os palestrantes afirmaram que se trata de uma prática que não pode ser aceita.

“Essa relação entre arquiteto e fornecedor é extremamente importante (…), mas tem que ser uma relação positiva, tem que ser uma relação construtiva”, afirmou o arquiteto e urbanista Ronaldo Duschenes, conselheiro do CAU/PR. “O arquiteto tem que receber do seu cliente. E o fornecedor tem que receber a quantia certa, determinada pelo mercado, sem ter sobrepreço”, acrescentou.

O conselheiro federal (suplente) por São Paulo, Luiz Augusto Contier, admitiu a complexidade da tarefa do Conselho no combate à pratica.

Contier apontou ações como a como a pirataria de softwares, e a aceitação de presentes como parte de uma questão ética, da qual a Reserva Técnica é o maior problema.

Professor durante 35 anos, o conselheiro reforçou que o Ensino tem que aprimorar seu papel na conscientização dos futuros profissionais.

Plágio e imitação

Onde termina a releitura e onde começa o plágio? A imitação é também uma forma de aprendizado? Questões dessa natureza guiaram o debate durante a mesa “Plágio e Metodologia” no dia 02/06.

O ouvidor do CAU/SP, o arquiteto e urbanista Affonso Risi, ressaltou que a Arquitetura é um ofício em que uma parcela importante do aprendizado é feita trabalhando e “vendo o trabalho dos outros profissionais”.

“O arquiteto que toma um projeto e estuda para fazer o seu jeito, está fazendo o que tem que ser feito”, considera.

“A cópia é perniciosa? Não, desde que não seja aquela cópia reprográfica”, afirmou o arquiteto e urbanista Éderson Silva, da Comissão de Ética e Disciplina do CAU/SP.

“O plágio passa a ser um problema quando [ o profissional] começa a fazer cópias sem medida daquilo que é reproduzido. (…) Nós aprendemos com os exemplos, com os bons e maus exemplos”, acrescentou.

A influência das mídias digitais

É usual o Conselho receber denúncias sobre sites que comercializam projetos a preços abaixo do mercado. E a utilização de sites e redes sociais como ferramenta para a divulgação do trabalho de profissionais também foi pauta de debate na atividade, uma vez que a exploração do ambiente virtual também tem suas implicações éticas. 

Trata-se de um problema de conscientização dos profissionais e de fiscalização, como descrito pelo conselheiro do CAU/PR, o arquiteto e urbanista (e também historiador) Irã José Taborda Dudeque.

A fiscalização dos CAU/UF tem a possibilidade de identificar o responsável pelo chamado “IP” (“Internet Protocol”, número que um computador recebe ao seu conectar à Internet), porém ainda assim há possibilidades de desvios na oferta indevida de serviços pela internet. 

Para a Diretora Administrativa Adjunta do CAU/SP, Violeta Saldanha Kubrusly, o Conselho precisa estar atento à questão da ética desde a aplicação do conteúdo pedagógico dos cursos.

“Não dá para se preocupar com o profissional somente depois que ele sair da faculdade”, avalia.

Ética no ensino de Arquitetura e Urbanismo

O conselheiro federal por São Paulo, Renato Luiz Martins Nunes, reforçou a importância de as escolas abordarem a questão da responsabilidade técnica.

“O que eu gostaria de combinar com os nossos colegas de ensino (…) é que essa questão da responsabilidade técnica tem 3 compromissos fundamentais. O primeiro comprometimento é de caráter social; há também um comprometimento técnico, com a qualidade, com a decisão do material, com o custo da solução; e tem um terceiro comprometimento que é o criminal. Se cai um edifício, de quem é a responsabilidade? ”

A presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), Andrea Lucia Vilella Arruda, ponderou sobre o papel dos cursos de graduação para a formação ética dos futuros profissionais.

“Não somos nós que vamos ensinar Ética, mas nós podemos reforçar. Ensinamos para possibilitar o exercício profissional”, afirmou.

Confira o conteúdo do 1º dia: Seminário de Integração discute a ética profissional e a formação de arquitetos e urbanistas

 

Publicado em 07/06/2017
Da Redação

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08.06.2017

Escrito por:

Redação CAU/SP

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